quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Episódio 2 - Transformar




     Um banco foi assaltado e levaram vários milhões de seus cofres. A policia chega, hora de eu me esconder, eles sujam toda a cena do crime, trabalham como completos amadores. Por um momento Gordon fica sozinho, é hora de agir!
     Gordon se vira e Batman já está logo atrás dele, ao ver Batman, Gordon se assusta e exclama:
     - Você sempre tem que entrar assim?!
     - Os guardas, atendentes e clientes do banco foram atacados por uma toxina do medo – diz Batman.
     - Crane? – pergunta Gordon.
     - Exatamente. Finalmente eles voltaram a atacar, por enquanto que eu não prender os grandes criminosos de Gotham esta onda de crimes na cidade não irá parar!
     - Muito bem e o que pretende fazer a respeito disso? – diz Gordon virando-se para Batman que já não está mais ali. – Porque ele sempre tem que fazer isso?
     Enquanto isso, no Asylum Arkham. Coringa recebe mais uma visita da doutora Quinzel.
     - Olá, senhor Naiper – diz a moça sentada de frente ao criminoso, este por estar muito tempo no hospício já não se encontra como em outros tempos poucaa maquiagem se notava em seu rosto e as marcas das cicatrizes estavam bem claras, seu cabelo havia crescido mais ainda e continuava bem bagunçado agora em um tom castanho escuro pela falta de tinta para pinta-lo.
     - Olá, doçura. Sabe... eu já estava sentindo a sua falta, como tem passado? – diz Coringa tirando os sapatos e colocando os pés sobre a mesa. A doutora parece sentir um pouco de nojo e responde:
     - E-eu vou bem e você?
     - Que delicadeza a sua perguntar, eu vou bem. O único problema são essas camisas de força, apertam os braços e dão uma terrível dor nas costas. Mas então, o que será hoje? Manchas em uma folha? Perguntar sobre o meu passado? Presente? Futuro?
     - Sobre o que você quer falar, Jack?
     - Sobre você, torrãozinho de açúcar, sobre você.
     - Jack, não sou eu que estou sendo tratada e sim você.
     - HIAHIAHAIHAIAHIAHAIHAIAHAIHA Quem disse que não? Por enquanto que você acha que está me curando, sou eu que estou lhe dando a cura. Eu sempre ouvi que as mulheres gostam de falar sobre elas mesmas mas se você quer tanto que eu fale sobre mim, eu falarei sobre mim. Você sabe como eu ganhei essas cicatrizes? – diz coringa apontando para o próprio rosto.
     - Me diga.
     - Quando eu era um adolescente, eu não me dava bem na escola, todos riam de mim, eles me rejeitavam, as meninas não gostavam de mim, eu não tinha amigos e todo dia eu era espancado pelos valentões da escola, eu falava isso para a professora e para minha mãe mas ninguém fazia nada. Então um dia eu resolvi que era hora de me defender e levei o facão de cortar carnes do meu pai para a escola e quando eles vieram me bater, eu enfiei a faca no estomago de um deles! – neste momento a Dr. Quinzel segura um pequeno grito que ia sair da sua boca, enquanto que Coringa começa a abrir um sorriso cada vez maior no rosto. – e eu o esfaqueei várias e várias vezes, rindo muito, mas seus amigos valentões vieram para cima de mim e me imobilizaram e como vingança me fizeram isso para que eu me arrependesse de rir tanto com a morte do amigo deles, mas ao contrário, agora eu estou sempre sorrindo! HIAIAHAIHAIAHIAHIAHAIHAIHA
     - Senhor Naiper, contando com esta, eu já ouvi 12 versões para a origem de suas cicatrizes.
     - Se é para ter um passado porque não ter um de múltipla escolha? HAHIAHAIHAIHAAHIAHAH – coringa começa a rir incessantemente – HIAHAIHAIAHIAHA ahhh... eu e você somos como a Bela e a Fera, claro que eu mato qualquer um que me chamar de fera, do mesmo modo que matei seu namoradinho.
     - Co-como assim? – pergunta a doutora atônita.
     - Bem, eu sou um homem ciumento, sabe? Quem manda você querer me trair, sua danadinha.
     - Você ma-matou ele?
     - Matar? Que palavra mais feia... Digamos que ele se foi para um lugar melhor e posso te garantir que ele foi para lá sorrindo HIHAIHAIHAIHAIHAIHAIHA.
     A doutora dá um tapa no rosto de coringa que continua a rir.
     - Porque ficou tão nervosinha? Eu não tenho que ele se meteu com a minha garota.
     - EU NÃO SOU SUA GAROTA!!! – responde a doutora chorosa.
     Coringa dá a volta na mesa e abraça a moça que lhe dá leves socos, pois está sem forças para bater por causa da tristeza.
     - Shhh... shhhh...vai passar... sabe o que eu faço quando estou triste? – pergunta Coringa para a moça.
     - O-o que?
     - Eu abro um belo sorriso e toda a tristeza vai embora. Tente você vai ver como melhora.
     A moça seca as lágrimas e começa a forçar a boca para sair um sorriso até sair o sorriso mais amarelo de sua vida.
     - Isso! Ótimo! Perfeito!
     A moça o abraça, perdendo totalmente a distinção paciente-médico.
     Enquanto isso na mansão Wayne, Bruce recebe a noticia de que Espantalho está atacando a cidade; Em segundos ele se torna Batman e aparece no local, lá está Espantalho, sozinho... parece ser uma armadilha mas não há escolha, ele aparece na frente de Espantalho que exclama:
     - Batman! Eu estava a sua espera. Bem-vindo ao meu reino do medo. – diz o Espantalho.
     - Crane, isso acaba aqui e agora!
     - Não, isso só está começando – diz o Espantalho jogando uma bomba que faz fumaça no chão.
     - Isso não adianta, Crane. Você sabe que eu tomei uma vacina contra a sua droga. Ela não me afeta mais. – diz Batman em meio a fumaça.
     - Minha droga? Não, essa foi modificada com a ajuda do meu mau e velho amigo coringa HAHAHAHAHAHA!!!
     Batman começa a ficar tonto e desmaia.
     Enquanto isso, a doutora Quinzel chega em sua casa, toma um banho e quando está indo para sua cama nota que há alguém deitado nela, ela puxa o lençol e é seu namorado, e eles está morto com um sorriso hiperforçado e com os olhos esbugalhados. Harleen dá um grito que acorda toda a vizinhança.
     No Arkham Asylum, o comissário Gordon vai interrogar Coringa atrás de alguma informação de o que aconteceu com Batman, ele o encontrou desmaiado e Crane já havia fugido, e como havia combinado com o Cavaleiro das Trevas, caso acontecesse algo ele o colocaria dentro do batmóvel e ligaria o piloto automático e foi exatamente o que Gordon fez.
     - Coringa o que aconteceu com ele?
     - Ele quem? – Coringa perguntou sinicamente.
     - O Batman?
     - Porque todos querem que eu sempre saiba de tudo? Eu estou preso. Trancafiado.
     Gordon bate forte na mesa não podia deixar de imaginar o que Coringa e Espantalho poderiam ter feito ao Batman primeiro foi o Dent e agora Batman o que sobraria da cidade sem os dois?
     - Responda logo, Coringa!
     - Ok... ok... sem joguinhos desta vez, eu ajudei o espantalho a evoluir sua droga, digamos que Batman não está vivendo seu pior medo e sim está em um mundo alucinógeno, de mágicas, de loucuras... podemos dizer que ele está em um mundo de maravilhas e não há nada que ninguém possa fazer para tira-lo de lá HIAHAIHAIHAIAHIAHAIHA – diz Coringa enquanto Gordon apenas o observa é verdade que ele não poderia fazer nada.
     No sonho Batman acorda no meio de uma floresta.
     - A-aonde eu estou? – pergunta Batman para si mesmo tentando voltar a si.
     - Já está tarde! Está tarde! Oh não oh não vou me atrasar! – ele vê Pingüim correndo enquanto vê as horas em um relógio de bolso.
     - Pingüim? Isso está muito fácil deve ser uma armadilha, mas não tenho escolha! Pingüim! Volte aqui! – diz Batman enquanto corre atrás do vilão.
     O Pingüim pula dentro de um buraco e Batman pula atrás dele.



CONTINUA...


Nenhum comentário:

Postar um comentário